doze de junho

doze de junho é dia dos namorados e eu queria te desejar uma vida feliz. queria te dizer que faz algum tempo que a gente escolheu estar junto e que, mesmo que a gente não tenha dado nome, sonho com seu sorriso quando consigo dormir em paz. e, nos meus sonhos mais assustadores, quando alguém vem me salvar é sempre você. quando ninguém me salva, é em você que eu penso pra me acalmar quando acordo. e aí eu tô salva.

queria te dizer que desde que te conheci a vida tem sido mais fácil. nem um pouco por causa da vida. totalmente por causa do jeito que você sorri pra mim de manhã. do tamanho do seu cabelo. do formato da sua boca. do gosto do seu beijo. do cheiro do seu pescoço. do beijo que você me dá na nuca. do abraço que é só seu. do que transborda do meu peito quando você chega. e do tanto que eu gosto de te ver chegar.

doze de junho é dia dos namorados e eu queria que você soubesse que a sociedade só criou essa data pra vender mais coisas, mas tem tantos corações espalhados pela cidade que me parece um bom momento pra te dizer que cada um deles me lembra de você. que você criou, ou melhor, nutriu dentro de mim uma coisa tão linda que me dá vontade de cantar. estar com você me faz querer olhar de novo pra vida com um pouco mais de gosto. me dá sempre a sensação de que dá pra ser melhor: eu, as coisas, o mundo. dá mais cor pro cinza que eu vejo todo dia, mais motivação pras noites que eu preciso enfrentar madrugada adentro pra dar conta da vida que, bem, como eu já disse, nunca foi fácil por si só.

é doze de junho e, eu sei, tem muita coisa envolvida, vai além de só você e eu – mas, às vezes, eu acho que nem precisava ir, não. podia ser dez de junho e doze de junho pra gente, sabe? a gente se virou até aqui. e eu queria continuar me virando com você daqui pra frente. e mais e mais pra frente. e se você deixar, eu vou continuar aqui. tentando pisar menos na bola. tentando endireitar meu jeito torto. tentando te fazer dar uma risadinha, pelo menos. te escrevendo poemas. falando de você. decorando o  caminho que suas pintas fazem pelo corpo.

é doze de junho e, eu sei, eu sou cafona. tô aqui inventando mais uma desculpa pra falar de amor.

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