um dia a gente se lê

eu tinha te dito que não ia dar, que eu não sou pra essas coisas, mas a gente tentou e eu me perdi nos caminhos por aí. não me procurei nas suas curvas: talvez tivesse encontrado — quem vai dizer?

assumi o risco e a responsabilidade de escolher fazer alguns atalhos com você: pular algumas etapas, ir em direção a um destino que eu já tinha conhecido, mas parecia ter sido reformado nesse tempo que passou. parecia uma boa ideia, você deve saber como é.

não deu tempo de saber se tava certo ou se ficaria com o tempo; se o tempo trabalharia a nosso favor ou se nossos receios tinham algum fundamento. deviam ter. receios são a forma escrachada do nosso cérebro nos avisar do que está prestes a acontecer. faltou um pulo.

não demos.

eu tinha te dito que não ia dar, mas fico feliz por ter voltado atrás. eu precisava dos seus livros, músicas e daqueles papos matinais pra encarar esses dias esquisitos que se sucederam enfim. sempre acreditei que as coisas acontecem como precisam acontecer e você foi a coisa mais inusitada que poderia ter aparecido.

de volta aos trilhos: que bom que me perdi. por aqui, o caminho parecia não ter tanta graça, mas eu precisei ser a filha pródiga que retorna pra entender o meu lugar. isso acontece, às vezes. seu papel se cumpriu, não se preocupe.

seus caminhos tortos também têm poesia — e eu adorei ler. mas, você sabe, eu nunca neguei: nasci pra escrever as minhas próprias e nos seus atalhos não sobrava espaço. acontece. um dia a gente se lê.

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